Revista Cógnito https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito <p>A Revista Cógnito é um periódico de edição semestral, vinculado a Faculdade Fidelis e uma iniciativa do grupo de docentes de seus Cursos de Graduação e Pós-Graduação na Área de Humanas. O <strong>ISSN</strong> (Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas) do periódico é <strong>2674-5593</strong>.</p> <p>Por meio de suas linhas de pesquisas tem o intuito de promover o debate sobre a educação e formação continuada além de promover o debate do conhecimento teológico e pedagógico privilegiando a abordagem interdisciplinar dos temas.</p> <p>Os artigos submetidos devem ser pertinentes as seguintes Linhas de Pesquisa:</p> <ul> <li>Formação Docente;</li> <li>Educação e Comunidade;</li> <li>Desenvolvimento Humano e Aprendizagem;</li> <li>Princípios Teóricos, Métodos e Técnicas da Psicologia;</li> <li>Missão, Práxis e Sociedade;</li> <li>Bíblia e Teologia.</li> </ul> Faculdade Fidelis pt-BR Revista Cógnito 2674-5593 A IDENTIFICAÇÃO DAS LINGUAGENS DE AMOR DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA IMPORTÂNCIA NO IMPACTO DA AFETIVIDADE PARA A APRENDIZAGEM https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/111 <p>Esse estudo investiga a influência da prática da afetividade alinhada ao livro “As Cinco Linguagens do Amor das Crianças” de Gary Chapman e Ross Campbell (2013) no processo de aprendizagem na educação infantil considerando a intervenção do professor em sala de aula e convívio com a criança. O objetivo geral é compreender como a prática da afetividade, ao se identificar as linguagens de amor das crianças da Educação Infantil influencia o aprendizado no ambiente escolar. A hipótese é de que o aprendizado é prejudicado por falta de vínculo afetivo adequado na prática docente. O método de investigação utilizado é a pesquisa exploratória de revisão bibliográfica, com base em livros, artigos, dissertações e teses sobre os temas relacionados com o desenvolvimento emocional infantil, afetividade e aprendizagem, e vínculos afetivos entre criança e professor. A pesquisa destacou a identificação de carências emocionais que comprometem o desenvolvimento integral de crianças bem pequenas. O professor, por meio de estratégias e conhecimento, podendo suprir essas necessidades, se torna um mediador da afetividade e vínculo. Tendo como resultado que a afetividade é essencial para a motivação e desempenho escolar, sendo um instrumento favorável na construção da identidade e aprendizagem significativa das crianças em ambiente escolar. As Linguagens do amor quando aplicadas intencionalmente pelo docente, contribui para os aspectos emocionais e dificuldades cognitivas do educando. Conclui-se que essa identificação facilita o educador a desenvolver estratégias pedagógicas mais eficazes, promovendo uma aprendizagem segura e acolhedora. O professor como figura de apego, desempenha um papel central de mediação entre afeto e aprendizagem.</p> <p> </p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Afetividade na escola. Afetividade e aprendizagem. Linguagens afetivas. Educação infantil.</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>This study investigates the influence of the practice of affection, aligned with the book "The Five Love Languages of Children" by Gary Chapman and Ross Campbell (2013), on the learning process in early childhood education, considering the teacher's intervention in the classroom and interaction with the child. The general objective is to understand how the practice of affection, by identifying the love languages of children in early childhood education, influences learning in the school environment. The hypothesis is that learning is impaired by a lack of adequate affective bonding in teaching practice. An exploratory literature review was conducted, based on books, articles, dissertations, and theses on topics related to child emotional development, affectivity and learning, and affective bonds between children and teachers. The research highlighted the identification of emotional deficiencies that compromise the integral development of young children. The teacher, through strategies and knowledge, can address these needs, becoming a mediator of affection and bonding. The result is that affection is essential for motivation and school performance, being a favorable instrument in the construction of identity and meaningful learning for children in the school environment. The Languages of Love, when intentionally applied by the teacher, contribute to the emotional aspects and cognitive difficulties of the student. It is concluded that this identification facilitates the educator's development of more effective pedagogical strategies, promoting safe and welcoming learning. The teacher, as an attachment figure, plays a central role in mediating between affection and learning.</p> <p><strong>KEYWORDS: </strong>Affectivity in school. Affectivity and learning. Affective languages. Early childhood education.</p> Ana Gabriela Tinidor Muniz Mariluce Emerim de Melo August Bruna Cristine Pizzaia Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 43 62 10.53546/2674-5593.cog.2025.111 A CODEPENDÊNCIA COMO REFLEXO DA ALIENAÇÃO EMOCIONAL NAS RELAÇÕES CONJUGAIS https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/112 <p>Essa pesquisa analisa a codependência como reflexo da alienação emocional nas relações conjugais, considerando sua relação com padrões de apego e processos psicanalíticos. A problemática central reside na invisibilidade do sofrimento psíquico dos cônjuges de dependentes de substâncias psicoativas (SPA), diante desse cenário pouco discutido pela literatura e pela prática clínica. O objetivo geral foi compreender como experiências precoces de negligência afetiva e a insegurança emocional influenciam a constituição do eu e como sustentam vínculos conjugais disfuncionais. Trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, realizada entre abril e agosto de 2025, com base em livros, artigos e dissertações indexados em bases como PubMed, SciELO e LILACS. A análise evidenciou que padrões inseguros de apego, associados à compulsão à repetição e ao narcisismo ferido, favorecem comportamentos de submissão, autoanulação e dependência afetiva, aproximando-se das características do Transtorno de Personalidade Dependente (DSM-5-TR). Observou-se que a codependência não se limita ao contexto da dependência química, mas configura uma estrutura psíquica marcada por falhas constitutivas do eu e por mecanismos inconscientes que atuam na vida adulta na busca de reparação de vínculos primários disfuncionais. Conclui-se que intervenções clínicas devem priorizar a escuta psicanalítica e o fortalecimento do <em>self</em>, possibilitando vínculos mais autênticos e menos alienados, o que reforça a necessidade de abordagens terapêuticas voltadas também ao codependente, e não apenas ao dependente químico.</p> Josemere Helvig de Lima Gesimary de Santi Azevedo Hartmut August Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 63 87 10.53546/2674-5593.cog.2025.112 PLANTÃO PSICOLÓGICO COMO FERRAMENTA NA PREVENÇÃO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/113 <p>O absenteísmo ao trabalho tem se mostrado ascendente no Brasil. São frequentes os relatos acerca de crises de ansiedade, ataques de pânico, crises repentinas de choro dentre outros transtornos de saúde mental no contexto laboral. Este estudo buscou demonstrar que o serviço de Plantão Psicológico nas organizações pode contribuir no processo de prevenção e promoção de saúde mental dos trabalhadores, atendendo às exigências da NR1, em vigor desde maio de 2025. A norma estabelece que riscos psicossociais, como estresse, assédio e carga mental excessiva, devem ser identificados e gerenciados pelos empregadores como parte das medidas de proteção à saúde dos trabalhadores. Entende-se que saúde mental não é algo isolado, mas, o acúmulo de fatores estressores contribui no processo de exaustão e consequentemente em adoecimento. Apesar de as origens serem multifatoriais, é no contexto laboral que muitas vezes o indivíduo sofre as maiores pressões e tensões. Para a realização deste estudo foram pesquisadas e analisadas publicações sobre o assunto e constatou-se, apesar da escassez de literatura específica disponível, a relevância da prática do atendimento psicológico nas organizações.</p> <p> </p> ALTAIR BORN Gisele Texdorf Martins Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 88 115 10.53546/2674-5593.cog.2025.113 O LUTO DE QUEM CUIDOU https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/115 <p>O trabalho mostra o papel do psicólogo no acompanhamento de cuidadores familiares após o óbito de pacientes em cuidados paliativos, reconhecendo que o luto desse cuidador frequentemente se inicia ainda no adoecimento, configurando o luto antecipatório. A problemática que orienta o estudo consiste em compreender como a ausência de preparação emocional durante a terminalidade pode intensificar o sofrimento, favorecer a codependência e dificultar a reconstrução da identidade do cuidador após a perda. Parte-se da hipótese de que o suporte psicológico precoce e contínuo, estendido do diagnóstico ao pós-óbito, contribui significativamente para a elaboração do luto e para a reorganização subjetiva do cuidador. O objetivo geral é analisar a atuação do psicólogo nesse contexto, identificando as principais dificuldades emocionais enfrentadas pelos cuidadores, a influência da codependência e a relevância do acompanhamento psicológico no período pós-óbito. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória, fundamentada em livros, artigos científicos e documentos técnicos sobre cuidados paliativos e psicologia do luto. Os resultados da revisão indicam que o cuidador vivencia múltiplas perdas simbólicas, emocionais e relacionais, frequentemente negligenciadas pelos serviços de saúde, e que o acompanhamento psicológico favorece a legitimação do sofrimento, a elaboração das perdas e a reconstrução de sentido após a morte. Conclui-se que a atuação do psicólogo é essencial para um cuidado integral e humanizado, e que ainda há lacunas assistenciais e institucionais que precisam ser superadas para garantir suporte adequado aos cuidadores enlutados.</p> <p>ABSTRACT</p> <p>This study analyzes the role of the psychologist in supporting family caregivers after the death of patients receiving palliative care, acknowledging that the caregiver’s grief often begins during the illness, characterizing anticipatory grief. The research problem focuses on understanding how the lack of emotional preparation during the terminal phase may intensify suffering, foster codependency, and hinder the caregiver’s identity reconstruction after loss. The study assumes the hypothesis that early and continuous psychological support, extending from diagnosis to post-mortem care, significantly contributes to grief processing and to the caregiver’s subjective reorganization. The objective is to examine the psychologist’s work in this context, identifying the main emotional challenges faced by caregivers, the influence of codependency due to emotional overload, and the relevance of psychological interventions after the patient’s death. This research employs a qualitative, exploratory bibliographic methodology, based on books, scientific articles, and technical documents on palliative care and grief psychology. The findings indicate that caregivers experience multiple symbolic, emotional, and relational losses that are often overlooked in healthcare settings, and that psychological support fosters the legitimization of suffering, the elaboration of losses, and the reconstruction of meaning following death. The study concludes that the psychologist’s role is essential for providing comprehensive and humanized care, while also highlighting persistent institutional gaps that must be addressed to ensure adequate support for bereaved caregivers.</p> <p>&nbsp;</p> Luciana Gomes Capelli Gisele Texdorf Martins Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 116 143 10.53546/2674-5593.cog.2025.115 CONTRIBUIÇÕES DO PSICÓLOGO ESCOLAR FRENTE ÀS NECESSIDADES DE INCLUSÃO NO AMBIENTE ESCOLAR https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/118 <p>A psicologia escolar é uma das muitas possibilidades de atuação do psicólogo. No entanto, desafios apontados na literatura, como: a falta de comunicação, diferenças metodológicas e resistência da gestão escolar podem dificultar essa colaboração. O presente trabalho tem por intuito investigar as possíveis contribuições da psicologia escolar e como a atuação do psicólogo escolar pode contribuir para a inclusão e o desenvolvimento dos alunos neste ambiente. Procurou-se abordar perspectivas teóricas que questionam as possíveis contribuições da psicologia escolar na atuação inclusiva e quais estratégias podem ser utilizadas frente às necessidades do indivíduo, onde o psicólogo possa promover a inclusão. Tal estudo permitiu compreender as dificuldades enfrentadas pelos alunos sujeitos da inclusão, bem como investigar de que forma o psicólogo pode contribuir para a adaptação curricular, por meio de medidas voltadas ao apoio emocional, ao fortalecimento do bem-estar dos estudantes e atento ao ensino individualizado. Também se propôs a investigar a contribuição do psicólogo escolar na formação continuada, que pretende auxiliar os professores a lidar com diversidades na sala de aula. Foi utilizada neste estudo a revisão bibliográfica de artigos científicos, capítulos de livros, dissertações, teses e documentos institucionais na área da psicologia e relacionados ao tema: “Contribuições do psicólogo escolar frente às necessidades de inclusão”. Para esta tarefa foram eleitos aqueles artigos e publicações que abordavam especificamente as palavras chaves: inclusão, psicólogo escolar e suas contribuições, além da verificação de exemplos da atuação inclusiva do psicólogo escolar no contexto educacional.</p> <p><strong>Abstract</strong></p> <p>School psychology is one of the many possible fields of action for psychologists. However, challenges identified in the literature, such as a lack of communication, methodological differences, and resistance from school administration, may hinder this collaboration. The present study aims to investigate the potential contributions of school psychology and how the role of the school psychologist can support inclusion and the development of students within this environment. The study sought to address theoretical perspectives that question the possible contributions of school psychology in inclusive practice and the strategies that can be employed to meet individuals' needs, whereby the psychologist can promote inclusion. This research enabled an understanding of the difficulties faced by students subject to inclusion, as well as an investigation into how the psychologist can contribute to curriculum adaptation through measures focused on emotional support, strengthening students' well-being, and attentive individualized instruction. Additionally, the study proposed to explore the contribution of school psychologists to ongoing professional development aimed at helping teachers manage diversity in the classroom. This study utilized a bibliographic review of scientific articles, book chapters, dissertations, theses, and institutional documents in psychology related to the theme: "Contributions of the school psychologist in response to inclusion needs." For this purpose, articles and publications specifically addressing the keywords inclusion, school psychologist, and their contributions were selected, along with an examination of examples of inclusive practice by school psychologists within the educational context.</p> Amarilda Gonçalves de Oliveira Patrícia Campos Nogueira Bruna Cristine Pizzaia Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 144 160 10.53546/2674-5593.cog.2025.118 LUTO NÃO RECONHECIDO PÓS PERDA GESTACIONAL: https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/116 <p>A presente revisão bibliográfica tem como objetivo compreender o luto gestacional sob a ótica da abordagem fenomenológico-existencial, analisando como essa vivência singular afeta a subjetividade da mulher e sua rede de relações. A pesquisa propõe uma reflexão acerca das implicações emocionais, simbólicas e sociais da perda gestacional, destacando o papel da validação social e da escuta empática na elaboração do luto. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, com base em autores que abordam o luto e a fenomenologia existencial. Os resultados evidenciam que o luto gestacional é permeado por uma invisibilidade social que dificulta sua elaboração e pode favorecer o desenvolvimento de um luto complicado. Observou-se ainda que a ausência de reconhecimento da perda e a falta de suporte emocional comprometem a saúde mental da mulher e de sua família, ressaltando a importância de intervenções humanizadas. Conclui-se que o luto gestacional, mais do que uma reação emocional, é uma experiência existencial que requer tempo, acolhimento e significado, devendo ser reconhecida como legítima e digna de cuidado.</p> Priscila Carolina Montoski Jociane Casellas Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 161 187 10.53546/2674-5593.cog.2025.116 BENS E RIQUEZA NO MEIO EVANGÉLICO https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/119 <p>Este artigo apresenta um breve estudo sobre o que a Bíblia ensina com relação aos bens e riqueza para os cristãos através de uma abordagem ética. Ele foi dividido em cinco capítulos. O primeiro refere-se aos bens e propriedades no Antigo Testamento onde foram abordados os seguintes assuntos: A Ética através dos Dez Mandamentos com ênfase no oitavo e décimo mandamentos; o Ano Sabático, Ano do Jubileu e o Ano da Remissão, como mecanismos de proteção a terra e aos proprietários desta. O segundo capítulo refere-se ao que a Bíblia ensina no Novo Testamento com relação aos bens e propriedades, nos evangelhos, nas cartas paulinas e nos demais livros. O terceiro capítulo aborda os bens e propriedade no mundo atual onde há uma ênfase na teologia da prosperidade. O quarto capítulo trata a doutrina da Mordomia Cristã onde é mostrado que Deus é o proprietário de tudo que existe, sendo o homem apenas seu mordomo. E o último capítulo aponta para o que a ética bíblica cristã espera daqueles que seguem a Jesus Cristo. Uma grande parcela dos cristãos contemporâneos se deixou levar pelas ondas do materialismo e consumismo. Os ensinos de Jesus não proíbem que seus seguidores sejam ricos, contudo, alerta que estes não enraízem em seus corações este desejo, mas, antes tenham um coração voltado ao Reino de Deus e para a disponibilidade, visando construir uma sociedade mais igualitária.</p> Eliezer Laurence Elias Fridbert August Hartmut August Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 188 208 10.53546/2674-5593.cog.2025.119 NÃO APENAS O QUE DIZ, MAS COMO DIZ: https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/120 <p>Este artigo analisa a Bíblia como obra literária e teológica, investigando de que modo a forma textual participa da comunicação da revelação. A pesquisa, de caráter bibliográfico, qualitativo e hermenêutico-comparativo, parte da hipótese de que o sentido teológico da Escritura não se encontra apenas em proposições explícitas, mas também em gêneros, imagens, estruturas narrativas, repetições, elipses, símbolos e estratégias composicionais. Para isso, são examinadas as contribuições de Leland Ryken, Northrop Frye, Robert Alter e Bruce Waltke. Ryken fundamenta a leitura da Bíblia como arte verbal, com atenção aos gêneros e à concretude imagética; Frye evidencia sua arquitetura simbólica e arquetípica; Alter demonstra como a técnica narrativa produz sentido teológico; e Waltke articula forma literária e revelação a partir da noção de doutrina narrada. A discussão incorpora ainda a noção de <em>intentio operis</em>, de Umberto Eco, como critério para delimitar a abertura interpretativa do texto. Defende-se, assim, uma hermenêutica literário-teológica regulada, capaz de evitar tanto a fragmentação histórico-redacional quanto o literalismo dogmático e o simbolismo arbitrário. Conclui-se que a forma literária da Bíblia não é ornamento, mas mediação constitutiva de sua inteligibilidade teológica.</p> Cristiano Nickel Junior Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 209 235 10.53546/2674-5593.cog.2025.120 Anais da Semana Acadêmica da Faculdade Fidelis 2025 https://cognito.fidelis.edu.br/index.php/cognito/article/view/121 <p>Quinta edição dos anais da Semana Acadêmica da Faculdade Fidelis, reunindo os trabalhos apresentados em 2025 sob a temática “Criando uma cultura da paz e da pacificação”. Os estudos evidenciam o compromisso da instituição com a formação acadêmica voltada à promoção da saúde mental, da dignidade humana e do cuidado integral, integrando ensino, pesquisa e extensão. Na área da Psicologia, destacam-se investigações e relatos de intervenção sobre grupos psicoeducativos para mulheres enlutadas, tratamento comportamental da tripofobia por meio da dessensibilização sistemática, ações psicoeducativas com pessoas em situação de rua, análise fenomenológico-existencial da obra <em data-start="795" data-end="823">Dibs: Em busca de si mesmo</em> e estratégias de estimulação cognitiva e fortalecimento da memória em idosos por meio do projeto Álbum de Recordações. Em conjunto, os trabalhos ressaltam a importância de práticas psicológicas fundamentadas cientificamente, pautadas no acolhimento, na promoção da autonomia, na prevenção do sofrimento psíquico e na valorização das relações humanas. O volume reafirma o compromisso institucional com a produção de conhecimento relevante para os desafios contemporâneos, contribuindo para a formação ética, científica e humanizada de estudantes e profissionais.</p> Katiane Janke Krainski Copyright (c) 2026 Revista Cógnito 2026-07-12 2026-07-12 7 2 236 251 10.53546/2674-5593.cog.2025.121